Até agora já são 07 Ministérios a mais do que foi prometido na campanha e FIM do MTE
03/12/2018 19:44 em Política & Economia

Fim do Ministério do Trabalho e Emprego é confirmado pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Além disso ele disse que o primeiro escalão terá (22) pastas. São sete (07) ministérios a mais do que foi prometido pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral. 

Em entrevista à Rádio Gaucha Lorenzoni disse: 

"Uma parte vai ficar com o ministro (Sérgio) Moro, que é aquela parte da concessão sindical (...). A outra parte, que trata de política ligadas a emprego, uma parte vai ficar na Economia e outra na Cidadania. Na verdade, o atual Ministério do Trabalho como é conhecido ele ficará uma parte no ministério do doutor Moro, outra parte com o Osmar Terra e outra com o Paulo Guedes, lá no Ministério da Economia, para ter tanto a área do trabalhador como a do empresário no mesmo organograma", afirmou.

De acordo com Lorenzoni, faltam a ser anunciados dois ministérios: Meio Ambiente e de Direitos Humanos, Família e Mulheres. Para o Meio Ambiente três nomes estão em avaliação, dentre eles, Xico Graziano, ex-assessor do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que deixou o PSDB durante as eleições para apoiar Bolsonaro.

Posicionamento da CUT

"Os trabalhadores e trabalhadoras estão fora da agenda do governo do presidente eleito Jair Bolsonaro", criticou o presidente da Central Única dos Trabalhadores - CUT, Vagner Freitas, em entrevista à TVT.

"É um governo absolutamente organizado para levar em consideração os interesses dos ricos, dos bancos, do agronegócio, da grande indústria. O fim do Ministério do Trabalho demonstra isso. É um absurdo o que está sendo cometido contra os trabalhadores".

 

Ministério do Trabalho 

Pasta tem 88 anos e é o órgão responsável pela fiscalização dos direitos trabalhistas. O fatiamento do órgão favorecerá as empresas em detrimento do trabalhador. Amplia a precarização e a exploração dos trabalhadores, que já tiveram direitos reduzidos pela reforma trabalhista e com a terceirização das atividades-fim. Outra área que deve ser duramente afetada é o combate ao trabalho escravo. 

 

 

Foto: Agência Brasil

 

 

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