HUGO: Sem dezembro, 13º e Férias, servidores pedem socorro
10/01/2019 09:27 em Sindical

Trabalhadores do Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO) fizeram uma manifestação, bloqueando a Avenida 1ª Radial, por 1h, nessa terça (10). O fechamento da av. foi às 19h com o objetivo de denunciar a situação que eles estão enfrentando sem receber salários e direitos trabalhistas, alguns não receberam nem o pagamento integral de novembro(2018).

A Organização Social (Terceirizada) Instituto Haver que administra o HUGO desde novembro (2018), informou ao site Mais Goiás, que o problema é a falta de repasses por parte do governo estadual.

Por meio de Nota, a Secretaria de Saúde do governo de Goias - Gestão Ronaldo Caiado (DEM), informa que assumiu estado com dívidas e que está trabalhando para resolver o problema, mas não apresentou um cronograma para resolver as pendências do HUGO.

Nota da Secretaria Estadual de Saúde de Goiás

“A Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) informa que não houve paralisação dos servidores do Hugo. Sobre a manifestação realizada em frente à unidade, a SES informa que iniciou o Governo de Goiás com dívida de R$ 720 milhões na área da Saúde. Em busca de entendimento para sanar os débitos, o secretário Ismael Alexandrino se reuniu nessa terça-feira, 08/01, com os representantes das organizações sociais que garantiram que não paralisarão suas atividades, assim como a atual gestão se comprometeu em manter os repasses em dia daqui para frente.”

 

SINDSAÚDE/GO

Flaviana Alves, presidenta do Sindsaúde/GO – Sindicato dos Trabalhadores(as) do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás - lembra que os problemas que envolvem o HUGO como, falta de insumos, medicamentos, remédios, redução de leitos para o atendimento à população e falta de pagamentos dos terceirizados contratados pelas Organizações Sociais (O.S), se arrastam desde o ano passado.

“O governo Marconi terceirizou (privatizou) parte do atendimento do HUGO colocando O.S. para administrá-lo. A Gerir foi a O.S. administrou o hospital até novembro(2018) e pediu quebra de contrato por falta de repasses financeiros pelo estado quando entrou o Instituto Haver, outra O.S. Os problemas continuam, isso é um absurdo”.

Flaviana Alves informa que o gasto com o hospital subiu de R$ 5milhões/mês, quando o HUGO era totalmente público, para R$ 20milhões/mês com a entrada das O.S. para administrá-lo. Além disso, ela ressalta que outras unidades de saúde do estado também passam por problemas semelhantes, como o Materno Infantil que é adminsitrado pelo IGH (O.S) que chegou a fechar as portas à população no dia 27 desembro (2018). 

 

O Sindsaúde/GO defende que a administração das unidades de saúde pública sejam feitas de forma direta, sem a interveniência de O.S. e que vai defender os trabalhadores(as) das unidades de saúde do estado terceirizados, até ingressando com pedidos junto à justiça para resolver a questão, se for necessário. “Estamos abertos ao diálogo com o governo que assumiu para resolver esta questão o mais rápido possível.” - afirmou a presidente. 

 


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