Goiás é o 3º da Lista Suja do Trabalho Escravo de Acordo com o CNJ
29/01/2019 15:19 em Cidadania

"O trabalho escravo não acabou, mas está saindo da zona rural e invadindo as grandes cidades", esta é a constatação de um estudo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apresentado pelo conselheiro Luciano Frota, presidente do Comitê Nacional Judicial de Enfrentamento à Exploração do Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo e de Tráfico de Pessoas.

De acordo com dados da OIT, em 2018, foram encontrados 1732 trabalhadores sob exploração, em condições abaixo da dignidade humana - mais que o dobro do número apurado em 2017. Não havia aumento no número de trabalhadores encontrados em condição análoga à escravidão desde 2012.  

"Esses números mostram que estamos vivendo ainda sob a égide do chicote e dos grilhões invisíveis da indignidade e do desrespeito ao ser humano”, diz o conselheiro Frota. De acordo com ele, hoje há uma relação direta das migrações no Brasil com o trabalho escravo urbano, especialmente no setor têxtil. Assista à entrevista completa AQUI

 

OS ESTADOS ESCRAVAGISTAS 

(Trabalhadores libertados entre 1995 e 2018)

 

1º  - Pará -             13.378 

2º - Mato Grosso -   6.162 

3º - Goiás -              4.175

4º - Minas Gerais -  3.843

5º - Maranhão -       3.355

6º - Bahia -              3.342

7º - Tocantins -        3.053

8º - MS -                  2.795

9 - Rio de Janeiro    2.234

10 - São Paulo        2.061

 

Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

O dia 28 de janeiro é o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. A data foi instituída pela

Lei nº 12.064, de 29 de outubro de 2009, em homenagem aos auditores-fiscais do trabalho

Erastóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e ao

motorista Ailton Pereira de Oliveira, que foram assassinados em 28 de janeiro de 2004, durante

inspeção para apurar denúncias de trabalho escravo em fazendas da região de Unaí (MG),

episódio que ficou conhecido como Chacina de Unaí. Na época, Nelson Silva era lotado na

Gerência Regional do Trabalho de Paracatu/MG e os outros três servidores na

Superintendência Regional do Trabalho/MG, em Belo Horizonte.

FONTE: CNJ

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