Trabalhadores terceirizados fazem protesto na porta do Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO)
Sem receber os salários de maio até hoje (18/05), eles denunciam também a falta de insumos para trabalhar e assédio moral. A técnica em enfermagem Dezuite Barros de Oliveira disse que os salários estão defasados há dois anos e que os atrasos no pagamento ocorrem há mais de três meses. Ela lamenta que eles sofrem pressão para ficarem calados "muita gente gostaria de estar aqui no meu lugar agora, falando, reivindicando mas tem medo de represália. Eu não tenho medo, se eles me colocar na rua, eu vou pra televisão e vou falar também. Eu estou reivindicando o meu direito, porque realmente eu tô precisando". O técnico em enfermagem paulo césar simão, que trabalha há quatro anos no hugo disse que faltam antibióticos e trombolíticos, além de outros insumos para cuidar dos pacientes. " são medicamentos que os pacientes não podem ficar sem, não pode faltar, mas está faltando". Paulo césar relata que é constrangedor sair de casa e deixar as contas todas atrasadas - "é triste você sair da sua casa e (...)Cobrador ligando a todo momento, e você ficar refém, sem saber aonde vai parar". O Sindsaúde Goiás apoiou a manifestação e cobrou explicações da G.E.R.I.R. a O.S. que administra o hospital. Ela informou que não está recebendo os repasses do governo de goiás. Já a secretaria estadual de saúde informou que fará um repasse de recursos para resolver as questões emergenciais.
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