Resumo: Um estudo da Organização Internacional do Trabalho mostra que a diferença salarial entre homens e mulheres recuou apenas 2 pontos percentuais desde as estimativas de 2018. Em média, as mulheres seguem recebendo 18% a menos que os homens para exercer as mesmas funções.
O que revela o novo estudo da OIT?
Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mostrou que a disparidade salarial entre homens e mulheres caiu muito pouco nos últimos anos. Desde as últimas estimativas, divulgadas em 2018, a redução foi de apenas 2 pontos percentuais. Isso significa que, na prática, a desigualdade continua muito presente no mercado de trabalho.
Segundo o estudo, as mulheres seguem recebendo, em média, 18% a menos que os homens para exercer as mesmas funções. A informação foi divulgada durante a celebração do Dia Internacional da Igualdade Salarial, em evento organizado pelo governo da Irlanda, em Dublin.
Como a redução varia entre os países?
O ritmo de queda não é igual em todo o mundo. Os dados apontam diferenças conforme o nível de renda das economias:
- Nos países de altos rendimentos, a redução foi de 2,5 pontos percentuais.
- Nos países de rendimento médio-alto, a redução foi de 1 ponto percentual.
- Nos países de rendimento médio-baixo, a redução foi de 2%.
Esses números mostram que avançar na igualdade salarial exige mais do que o crescimento econômico. Exige políticas específicas, fiscalização e mudança na forma como as empresas valorizam o trabalho feminino.
Por que a diferença salarial persiste?
A disparidade salarial costuma ser explicada por fatores que se somam ao longo da carreira, como a menor presença de mulheres em cargos de liderança, a concentração delas em determinadas funções e a dificuldade de conciliar trabalho e cuidados com a família. Ainda assim, quando homens e mulheres exercem as mesmas funções, a diferença de remuneração não se justifica e pode configurar discriminação.
Quais são os seus direitos se você sofre diferença salarial?
A trabalhadora que percebe que recebe menos que colegas homens para a mesma função pode começar reunindo provas, como holerites, contrato de trabalho e descrições de cargo. Essas informações ajudam a demonstrar que as atividades são equivalentes. Vale também conhecer os canais de denúncia e buscar orientação antes de tomar qualquer providência, para entender as opções disponíveis no seu caso.
Para aprofundar o tema, veja o conteúdo sobre direitos das mulheres no trabalho e igualdade salarial e o passo a passo para denunciar discriminação salarial. Se você quer uma visão geral dos seus direitos, o guia completo de direitos trabalhistas reúne as principais informações.
O que isso muda para você
O estudo mostra que a igualdade salarial ainda está distante, mas conhecer seus direitos é o primeiro passo para não aceitar tratamento desigual. Se você identifica diferença de remuneração em relação a colegas que fazem o mesmo trabalho, reúna documentos, busque orientação e avalie os caminhos disponíveis.
Perguntas frequentes
É a diferença entre o que homens e mulheres recebem em média, mesmo quando exercem as mesmas funções. Ela aparece nos dados de salários comparados por gênero.
Sim, mas muito devagar. Segundo o estudo da OIT, a redução foi de apenas 2 pontos percentuais desde as estimativas de 2018.
De acordo com o levantamento, as mulheres recebem, em média, 18% menos que os homens para exercer as mesmas funções.
Ela pode reunir provas, como holerites e descrições de cargo, e buscar orientação para denunciar a diferença de tratamento.
