Resumo: O estresse térmico causado pelo aumento das temperaturas pode reduzir o tempo de trabalho e gerar perdas econômicas e de empregos, segundo estudos da OIT sobre o Sri Lanka e as Maldivas. O impacto já ocorre, mesmo em cenários de baixas emissões.
O que é o estresse térmico e por que ele preocupa?
O estresse térmico acontece quando o corpo não consegue manter a temperatura adequada por causa do calor excessivo. Para quem trabalha ao ar livre ou em ambientes sem boa ventilação, isso significa mais cansaço, risco de mal-estar e necessidade de pausas. Uma análise recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) chama atenção para esse problema ao estudar o Sri Lanka e as Maldivas.
Quais são as projeções para o Sri Lanka e as Maldivas?
De acordo com os estudos da OIT, o calor extremo pode provocar perdas de tempo de trabalho que, somadas, equivalem a 147.000 empregos em tempo integral até 2040 nos dois países. A estimativa mostra que o impacto não depende só de cenários de altas emissões: mesmo com um caminho de baixas emissões, o problema tende a persistir.
Como a perda de horas vira perda de empregos?
Quando a jornada efetiva diminui por causa do calor, a produção cai e as empresas podem reduzir contratações ou vagas. Por isso a OIT trata a redução de horas como uma forma de perda de empregos equivalentes em tempo integral.
O impacto econômico também é grande
Além das vagas, os estudos apontam perdas anuais combinadas de PIB que chegam a cerca de 26,6 bilhões de dólares até 2040, com boa parte concentrada no Sri Lanka. Essas perdas afetam empresas, renda e a economia como um todo.
O impacto já está acontecendo?
Sim. A OIT informa que, em 2023, o estresse térmico ligado às mudanças climáticas já causou perdas adicionais de tempo de trabalho e de PIB nos dois países. Ou seja, a discussão não é apenas sobre o futuro, mas sobre condições de trabalho que já mudaram.
Quem sente mais esse problema?
Os setores mais expostos são os que dependem de atividade física ou de estar ao ar livre, como agricultura, construção, manufatura e parte dos serviços. Nesses casos, trabalhadores enfrentam mais risco à saúde e à produtividade quando o calor aperta.
Como o tema se conecta com a proteção do trabalhador?
Discutir estresse térmico é também discutir saúde e segurança no trabalho. Em muitos países, as normas e as práticas de prevenção buscam organizar pausas, horários e medidas de proteção em dias de calor intenso. Vale acompanhar como a OIT orienta governos e empresas sobre o tema, e como isso pode servir de referência em outros lugares. Para entender melhor as normas internacionais de trabalho, veja também o que as normas da OIT dizem sobre a inteligência artificial no trabalho.
Esse tipo de análise também mostra como mudanças no mercado afetam a renda e o emprego de forma ampla. Se o seu caso envolve outras questões, como a demora em receber verbas da demissão, confira o que fazer quando o acerto rescisório é pago fora do prazo.
O que isso muda para você
Mesmo que o estudo trate de outros países, ele reforça um ponto importante: o calor no ambiente de trabalho é um risco real à saúde e ao emprego. Se você trabalha em condições quentes, vale conhecer seus direitos sobre saúde e segurança e acompanhar as orientações do seu sindicato e dos órgãos oficiais. Para ver outros temas sobre direitos no trabalho, consulte o Guia Completo de Direitos Trabalhistas.
Perguntas frequentes
É o desgaste do corpo causado por calor excessivo durante a atividade profissional, que pode reduzir a produtividade e exigir pausas mais longas.
Sim. Segundo a OIT, em 2023 o estresse térmico ligado às mudanças climáticas já causou perdas adicionais de tempo de trabalho e de PIB nos dois países estudados.
Os que atuam ao ar livre ou em ambientes quentes, como agricultura, construção, manufatura e alguns serviços.


