Resumo: O INPC é o índice que acompanha a inflação de famílias de baixa renda e serve de base para reajustes de salários, benefícios do INSS e seguro-desemprego. Em setembro, o índice acumulou 4,29% em 12 meses, acima do registrado em agosto.
O que é o INPC e por que ele importa?
O INPC, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, é calculado pelo IBGE para medir como os preços sobem no bolso de quem tem menos renda. Ele acompanha famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, o que faz dele um termômetro direto do custo de vida de boa parte dos trabalhadores brasileiros.
Por isso, o INPC costuma servir de referência para corrigir valores que precisam acompanhar a inflação, como salários de categorias de baixa renda e benefícios pagos pelo governo. Quando o índice sobe, a tendência é que esses valores também sejam reajustados.
Quanto o INPC subiu em setembro?
Segundo a divulgação do IBGE, o INPC fechou setembro com alta de 0,82%. No acumulado de 12 meses, o índice chegou a 4,29%, acima dos 3,98% registrados em agosto. Isso significa que o custo de vida das famílias de menor renda continuou pressionando o orçamento no período.
Na divisão por grupos, os alimentos subiram 0,80% e os itens não alimentícios, 0,83%. Ou seja, a alta foi parecida nos dois lados do consumo, com um peso relevante dos alimentos no cálculo do índice.
Qual a diferença entre INPC e IPCA?
Muita gente confunde o INPC com o IPCA, a inflação oficial. Os dois índices são divulgados juntos pelo IBGE, mas medem públicos diferentes. Enquanto o IPCA abrange famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, o INPC se concentra nas famílias de 1 a 5 salários mínimos.
- O INPC apura os preços de 367 produtos e serviços, dez a menos que o IPCA.
- Os alimentos têm peso maior no INPC, cerca de 25%, contra aproximadamente 21% no IPCA.
- Em setembro, o IPCA fechou em 0,82% e acumula 4,58% em 12 meses.
Quem sente o reajuste do INPC no dia a dia?
O INPC é usado como base para a correção de salários e de benefícios que seguem o indicador. Entre eles estão o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios acima do valor do salário mínimo. O salário mínimo também leva em seu cálculo dados desse índice, o que reforça a importância dele para trabalhadores assalariados e aposentados.
Como o reajuste costuma considerar o acumulado do período, o número de 12 meses ajuda a entender quanto a renda precisa crescer apenas para manter o poder de compra. Acompanhar esses dados, portanto, faz diferença para planejar o orçamento e cobrar reajustes justos quando for o caso.
Onde entender mais sobre os seus direitos?
Se você quer se aprofundar em temas ligados a salário, benefícios e direitos trabalhistas, vale conferir o guia completo de direitos trabalhistas, que reúne as principais orientações para o trabalhador. Para acompanhar outros temas do mercado de trabalho, também vale ler sobre o desempenho da indústria em agosto, que ajuda a entender o cenário econômico em que os empregos se movimentam.
O que isso muda para você
O acumulado de 4,29% em 12 meses mostra que a inflação continua presente no custo de vida, especialmente para quem ganha menos. Acompanhar o INPC ajuda a entender por que os reajustes de salário e de benefícios acontecem e a conferir se a sua renda está acompanhando os preços do dia a dia.
Perguntas frequentes
O INPC é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor, calculado pelo IBGE para medir a variação de preços sentida por famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos.
O IPCA mede a inflação oficial de famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC foca nas famílias de menor renda e tem maior peso para alimentos.
Ele é usado para reajustar salários, o seguro-desemprego, o teto do INSS e os benefícios acima do salário mínimo.
Como ele reflete o custo de vida de quem ganha menos, ajuda a entender se a renda está mantendo o poder de compra ao longo do tempo.

