Marcha Indígena e 1º de Maio fazem MORO autorizar Força Nacional em BSB
17/04/2019 12:41 em Política & Economia

Mais de 10 mil indígenas de todas as etnias do Brasil estarão nos próximos dias 24 a 26 de abril, acampados na Esplanada dos Ministérios, para protestar contra o desmonte da política indigenista no país. A manifestação já acontece há 14 anos e é chamada de Acampamento Terra Livre. (foto de capa apenas ilustrativa).

 

Cientista Social Joana Porto

 

A Cientista Social e Mestre em Direitos Humanos Joana Porto, que também é indígena da etnia Guajajara (PI), explica que logo no primeiro dia, após o ato de posse, o presidente Jair Bolsonaro editou a MP 870. "É o desmonte da FUNAI, transferindo as atribuições do órgão, do Ministério da Justiça para o recém criado Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, comandado pela Ministra Damares Alves”.

Joana disse que colocar a discussão das políticas públicas voltadas aos povos indígenas para serem realizadas por ruralistas é um absurdo que vai aumentar os conflitos e mortes, desnecessariamente.  “Essa medida retirou as atribuições de demarcação de terras indígenas e licenciamento ambiental nas Terras indígenas da FUNAI e entregou para a Secretaria de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA, sob comando da bancada ruralista.”

 

1º de Maio e Greve Geral: ato nacional

Além da marcha indígena, todas as centrais sindicais do Brasil, sindicatos, movimentos sociais da cidade e do campo planejam fazer atos nacionais, inclusive, em Brasília no dia 1º de maio, dia do trabalhador. Os trabalhadores ameaçam fazer paralisações e até uma Greve Geral se o governo insistir na reforma da previdência. 

 

 

Bolsonaro pede e Moro autoriza força nacional

 

A Portaria 441/2019, publicada no DOF, expedida pelo Ministro da Justiça, Sérgio Moro, terá a duração inicial de 33 dias. Sua validade começa hoje (17/04) e vai até (19/05). Mas poderá ser prorrogada.

Moro afirmou via UOL “Estamos tomando este tipo de providência para desencorajar este tipo de manifestação que não serve a muita coisa”.

 

Dom Orvandil - Editor do Blog Cartas Proféticas

 

Para o Arcebispo Primaz da Igreja Católica Anglicana e Presidente do Congresso Nacional de Lutas Contra o Neo-liberalismo, Dom Orvandil, este ato significa “uma tentativa de intimidar os movimentos sociais pela retomada da Democracia".

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