GOVERNO CORTA MAIS R$ 1,44 bi do ORÇAMENTO | Cidadania e MEC são os mais prejudicados
31/07/2019 12:28 em Política & Economia

Decreto publicado nessa terça (30), em edição extraordinária do D.O.U, traz o detalhamento da peça orçamentária com os cortes adicionais de verbas no valor de R$ 1,44 bi. Em março, o governo já havia bloqueado (contingenciado) R$ 29,7bi.

 

Cidadania, onde está alocada grande parte dos programas sociais como Bolsa Família, assistência social e Brasil amigo da pessoa idosa, tem novo corte de R$ 619,16 milhões. Educação sofre novo corte de R$ 348,47 milhões

 

O limite dos gastos não obrigatórios (discricionários), dos ministérios, recuou de R$ 129 bilhões, no início do ano, para R$ 87,41 bilhões, com os bloqueios.

 

Gastos não obrigatórios afetados pelos bloqueios

 

·         Investimentos em infraestrutura

·         Ações de defesa agropecuária

·         Bolsas do CNPq;

·         Concessão de bolsas de estudo (Capes)

·         Pronatec

·         Emissão de passaportes

·         Farmácia popular

·         Fiscalização ambiental (Ibama)

·         Bolsas para atletas

·         Aquisição e distribuição de alimentos para agricultura familiar

·         Despesas administrativas do governo - água, energia elétrica, serviços terceirizados

 

Ministérios afetados com o novo corte

 

- Ministério da Cidadania: R$ 619,16 milhões (42,9% do total de R$ 1,44 bilhão)

 

- Ministério da Educação: R$ 348,47 milhões (24,1%)

 

- Ministério da Economia: R$ 282,57 milhões (19,5%)

 

- Agricultura: bloqueio de R$ 54,69 milhões

 

- Ciência e Tecnologia: bloqueio de R$ 59,78 milhões

 

- Infraestrutura: liberação de R$ 60 milhões

 

- Meio Ambiente: bloqueio de R$ 10,19 milhões

 

- Mulher, Família e Direitos Humanos: liberação de R$ 5 milhões

 

- Relações Exteriores: bloqueio de R$ 32,88 milhões

 

- Saúde: bloqueio de R$ 6,99 milhões

 

- Turismo: bloqueio de R$ 100 milhões

 

Para o governo, se houver injeção de recursos na economia com a venda de ativos (privatizações) ou se a economia melhorar ele pode rever os cortes. 

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