Resumo: Representantes de governo, empregadores, trabalhadores, plataformas e academia discutiram em Colombo prioridades para o trabalho decente na economia de plataformas. Entre elas estão ampliar as evidências sobre esse tipo de trabalho, revisar marcos trabalhistas e estender a proteção social aos trabalhadores de plataforma.
O que foi discutido no Sri Lanka?
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) reuniu em Colombo um workshop nacional sobre trabalho decente na economia de plataformas. O encontro reuniu representantes do governo, de empregadores, de trabalhadores, de plataformas digitais e da academia para definir quais devem ser as prioridades do país nessa área.
A economia de plataformas inclui motoristas de aplicativos de transporte, entregadores e freelancers online, que prestam serviços por meio de sites e aplicativos. Justamente por isso, as regras tradicionais de trabalho nem sempre alcançam essas atividades com clareza.
Quais são as prioridades apontadas?
Entre os pontos definidos no workshop estão três eixos principais:
- ampliar as evidências sobre o trabalho de plataforma, ou seja, conhecer melhor quem são esses trabalhadores e em quais condições atuam;
- revisar os marcos trabalhistas e regulatórios para que acompanhem essa forma de trabalho;
- estender a proteção social aos trabalhadores de plataforma.
As conclusões do encontro devem orientar o diálogo nacional e a reforma da legislação trabalhista que já está em andamento no país. Para quem trabalha por aplicativo, isso significa que a discussão sobre direitos está avançando oficialmente.
Qual é a relação com a Convenção nº 193 da OIT?
A discussão no Sri Lanka acontece logo depois da adoção da Convenção nº 193 da OIT, de 2026, conhecida como Decent Work in the Platform Economy Convention. Trata-se da primeira norma internacional específica sobre trabalho de plataforma. Ela serve de referência para países que querem criar regras próprias para proteger esses trabalhadores.
Ao chegar a um consenso sobre prioridades, o país sinaliza que pretende alinhar sua legislação a esse novo padrão internacional. Isso não significa que todas as mudanças já estejam definidas, mas mostra a direção do debate.
Por que a proteção social é um tema central?
Quem trabalha por plataforma costuma ficar de fora de benefícios ligados ao vínculo tradicional de emprego. Por isso, estender a proteção social a esses trabalhadores aparece como uma das prioridades mais importantes. A ideia é que quem presta serviços por aplicativo também tenha acesso a uma rede de segurança em situações como doença ou necessidade de afastamento.
Para entender os direitos que existem em cada situação de trabalho, vale conhecer o conteúdo sobre direitos em regimes de trabalho flexíveis, que trata de atividades com mais autonomia e organização própria.
Como a discussão se conecta a outros direitos do trabalhador?
Temas como inclusão e igualdade de condições também fazem parte do debate sobre o trabalho decente. Um mercado mais justo é aquele em que todos têm acesso a proteção e oportunidades, independentemente da forma de contratação. Esse é um ponto que aparece em conteúdos sobre inclusão social no trabalho.
Já quando o trabalho envolve mudanças de localidade ou de país, algumas regras específicas passam a valer. Para isso, existe material sobre direitos em transferência internacional, que explica o que observar nessas situações.
Se você quer ter uma visão geral sobre o tema, o guia completo de direitos trabalhistas reúne as principais informações para orientar sua leitura.
O que isso muda para você
Se você trabalha por aplicativo ou como freelancer em plataformas digitais, a discussão internacional mostra que a proteção desse tipo de trabalho está entrando na agenda oficial dos países. Acompanhar essas mudanças ajuda a entender quais direitos podem ser ampliados nos próximos anos. Enquanto isso, vale guardar registros do seu trabalho e buscar informações confiáveis sobre sua categoria.
Perguntas frequentes
Foram discutidas prioridades para o trabalho decente na economia de plataformas, como mais dados sobre esse trabalho, revisão de regras trabalhistas e proteção social.
Participaram representantes do governo, de empregadores, de trabalhadores, de plataformas digitais e da academia.
É a primeira norma internacional específica sobre trabalho de plataforma, adotada pela OIT em 2026.
Inclui motoristas de aplicativos de transporte, entregadores e freelancers online que trabalham por meio de plataformas digitais.

